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Solenidade de Santa Maria, mãe de Deus

Solenidade de Santa Maria, mãe de Deus

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O dia 01 de janeiro é uma data importante para a Igreja Católica, não por ser o início de um novo ano no calendário civil, mas porque neste dia é celebrada a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Essa celebração é uma homenagem à Virgem Maria reconhecendo a sua maternidade divina.

A solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, é uma das mais antigas celebrações da Igreja Católica. Ela remonta ao século IV, quando a Igreja começou a reconhecer a importância de Maria na vida de Jesus e na história da salvação.

O significado da celebração

A celebração de Santa Maria, Mãe de Deus, tem um significado profundo para nós católico. Ela é uma oportunidade para refletir sobre o papel de Maria na vida de Jesus e na história da salvação.

Maria é reconhecida como a mãe de Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Ela é a mulher que Deus escolheu para ser a mãe de seu Filho. Maria é também a intercessora dos fiéis, ela está sempre intercedendo por nós junto a Deus.

A celebração de Santa Maria, Mãe de Deus, é também uma oportunidade para refletir sobre a importância da fé e da devoção. Maria é um exemplo de fé e devoção. Ela sempre confiou nos planos de Deus, mesmo nos momentos mais difíceis.

Santa Maria, mãe de Deus

O Verbo de Deus veio para socorrer a descendência de Abraão, como afirma o Apóstolo, e por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos e assumir um corpo semelhante ao nosso.

É para isso que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi d’Ela que o Verbo assumiu como próprio aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura recorda este nascimento e diz: Envolveu-O em panos; além disso, proclama ditosos os peitos que amamentaram o Senhor e fala também do sacrifício oferecido pelo nascimento deste Primogênito.

O anjo Gabriel tinha anunciado esta concepção com toda a precisão e prudência; não lhe disse: «O que há-de nascer em ti», como se tratasse de algo extrínseco, mas de ti, para indicar que o fruto deste nascimento procedia realmente de Maria.

O Verbo, ao tomar a nossa condição humana e ao oferecê-la em sacrifício, assumiu-a na sua totalidade, para nos revestir depois a nós da sua condição divina, segundo as palavras do Apóstolo: É preciso que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade e que este corpo mortal se revista de imortalidade.

Estas coisas não se realizaram de maneira fictícia, como disseram alguns. Longe de nós tal pensamento! O nosso Salvador foi verdadeiramente homem e assim alcançou a salvação do homem na sua totalidade. Não se trata de uma salvação fictícia, nem se limita a salvar o corpo: o Verbo de Deus realizou a salvação do homem todo, isto é, do corpo e da alma.

Portanto, era verdadeiramente humana a natureza do que nasceu de Maria, segundo as divinas escrituras; era verdadeiramente humano o corpo do Senhor. Verdadeiramente humano, quero dizer, um corpo igual ao nosso. Maria é, de fato, nossa irmã, porque todos descendemos de Adão.

O que João afirma ao dizer: O Verbo Se fez homem, tem um significado semelhante ao que se encontra numa expressão paralela de São Paulo quando diz: Cristo fez-Se maldição por nós. Pela união e comunhão com o Verbo, o corpo humano recebeu um enriquecimento admirável: era mortal e passou a ser imortal, era animal e converteu-se em espiritual, era terreno e transpôs as portas do Céu.

Por outro lado, a Trindade, mesmo depois da encarnação do Verbo em Maria, continua a ser a mesma Trindade, sem aumento nem diminuição, permanecendo sempre na sua perfeição absoluta. E assim se proclama na Igreja: a Trindade numa única divindade; um só Deus, no Pai e no Verbo.

Fonte: Secretariado Nacional da Liturgia e cordemaria.com.br